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Lahissane

Atualizado: 28 de fev.













MEU BARCO DE PAPEL


Quero esculpir um barco

de papel branco,

colocá-lo na margem do mar

inchá-lo de belos sonhos

e deixá-lo embarcar para longe.


A minha alma fará remos

desafiando as altas ondas,

fará preces por esta nação

que não vê a cintilação do sol,

seus olhos estão encharcados de lágrimas.


Meu barco de papel

branco, irá pela manhã

logo que os galos anunciarem

a vinda do santo sol.


Meu barco de papel

será imponente e carregado de luz

nem o mar, nem o vento o destruirá

ele irá como a arca do Noé.



 

Identificação artística de Lucas Silvestre Maxlhaieie. Nascido em Maputo, Moçambique, vive atualmente na Província de Gaza. Licenciado em direito pela Escola Superior de Economia e Gestão, é jurista e professor primário na Vila de Caniçado Guijá. Em 2017, recebeu o prémio de Destaque literário no 27ᵒ Concurso Internacional de poesia ALPAS 21, Brasil. Publica nas revistas Mahungo, Soletras, Xitende (nacionais) Incomunidade (Portugal) e no Jornal Correio da Palavra (Brasil). É membro da Associação Cultural Xitende, poeta, declamador, fotógrafo, organizador de saraus culturais e promotor de festivais de poesia nas escolas secundárias da Província de Gaza.

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